Jovita Lima, presidente da APLB/Sindicato – Foto: Paulo Barbosa

Várias são as postagens de internautas nas redes sociais, tentando entender a relação entre quociente partidário, quociente eleitoral, votos válidos e cadeiras na Câmara de Vereadores.

Realmente, entender esta matemática não é tarefa das mais fáceis. Tanto que houve candidatos e eleitores comemorando antecipadamente e pagando mico nas redes sociais. Por esse motivo, a missão do eleitor de escolher seu candidato, levando em conta esse cálculo, não é nada simples.

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Na verdade, o quociente partidário é um ataque ao bom senso.

Vamos ao exemplo de Eunápolis, aonde 63.023 mil eleitores foram às urnas no domingo (15/11) para eleger 17 vereadores. A primeira colocada é uma mulher, Carmem Maciel, do PSD, que obteve 1.360 votos.

Neste mesmo pleito, a professora e sindicalista Jovita Lima (PT) recebeu 834 votos, mas seu partido não conseguiu os votos necessários para alcançar o quociente e ficou sem vaga na Câmara de Vereadores. Já o candidato Fábio Arruda, do Partido Social Cristão, foi eleito com apenas 398 votos. Bom que se diga: é apenas de um exemplo, sem nenhuma crítica ao desempenho vereador eleito.

O TAL QUOCIENTE

Segundo o TSE, “para chegar aos nomes dos candidatos eleitos, é preciso determinar o quociente partidário, dividindo-se a votação obtida por cada partido (votos nominais + votos na legenda) pelo quociente eleitoral.

Complicado, não é?

Com tanta regra fica difícil entender para quem, de fato, o seu voto para vereador se destina.

Será mesmo que “todo poder emana do povo”?