quinta-feira, 1 de outubro de 2020

Governo volta a buscar fonte para financiar Renda Cidadã

Guedes descarta uso de precatórios

O governo vai rever o financiamento do Renda Cidadã, programa em gestação para substituir o Bolsa Família. O ministro da Economia, Paulo Guedes, descartou o uso de dinheiro de precatórios — dívidas já reconhecidas pela União — para custear o projeto depois da reação negativa do mercado financeiro e de especialistas. O uso do Fundeb, destinado à educação básica, também já foi descartado por integrantes do governo.

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“Nós temos que aterrissar esse auxílio emergencial em um programa social robusto, consistente e bem financiado. Como é uma despesa permanente, financiado por uma receita permanente. Não pode ser financiado com puxadinho”, disse Guedes, em reunião com o presidente Jair Bolsonaro e integrantes do núcleo duro do Palácio do Planalto.

Na noite de quarta-feira (30/09), em uma nova reunião no Planalto, ficou decidido que o texto da proposta de emenda à Constituição (PEC) que viabiliza o Renda Cidadã será alterado.

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Outro olhar: unificar programas sociais ineficazes, ampliar a reforma administrativa, tributar lucros e dividendos e aumentar alíquotas do Imposto de Renda são algumas das sugestões feitas por economistas para o financiamento do substituto do Bolsa Família. 

Em paralelo: Guedes fez críticas ao presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, ao afirmar que o parlamentar teria feito acordo para não pautar as privatizações. Maia rebateu chamando o ministro de “desequilibrado”. 

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