Com poder de gerar até R$ 15 bi, corte de supersalários pode financiar Renda Cidadã

Parlamentares, governo e Tribunal de Contas da União (TCU) articulam medidas de corte de gastos para financiar o Renda Brasil , programa que irá substituir o Bolsa Família. Envolvidos nas discussões apontam para o chamado extrateto dos servidores públicos — pagamentos acima do teto salarial do funcionalismo público, hoje fixado em R$ 39,2 mil.  A restrição aos supersalários tem potencial para abrir espaço no orçamento da União entre R$ 10 bilhões e R$ 15 bilhões.

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Tributar lucro e dividendos e acabar com o desconto concedido aos contribuintes que optam pela declaração simplificada do Imposto de Renda são medidas que estão no radar. Há também quem defenda aumento de imposto.

Após reunião com o ministro da Economia, Paulo Guedes, o senador Márcio Bittar (MDB-AC), relator do Orçamento 2021, disse que a proposta para o programa será “dentro do teto”. Na semana passada, ele havia anunciado o uso de recursos dos precatórios e do Fundeb, o que gerou ampla rejeição.

Antes de encontrar Guedes, Bittar discutiu o Renda Cidadã em café da manhã com o presidente Jair Bolsonaro, os ministros Luiz Eduardo Ramos (Secretaria-Geral da Presidência) e Rogério Marinho (Desenvolvimento Regional), e o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia. Guedes não participou da reunião.

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“Com quem eu tomei café agora, alguém sabe? Rodrigo Maia. E daí? Estou errado?”, declarou Bolsonaro a apoiadores no Palácio do Alvorada. Pelo segundo dia, o presidente respondeu às críticas que vem recebendo de aliados desde que indicou o desembargador Kassio Marques ao Supremo Tribunal Federal. (De O Globo)