Foto: Divulgação / Succo

Acusado de estuprar as duas sobrinhas menores de idade, a própria irmã de 19 anos e ainda matar o pai das crianças que descobriu os crimes, Cosme Pereira Barbosa foi condenado a quase 62 anos de prisão.

A sentença pelos estupros foi exarada esta semana pelo juiz Heitor Awi de Attayde, titular da 2ª Vara Criminal da comarca de Eunápolis. Cosme ainda pode ser julgado pelo assassinato.

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“Pitbull”, como também é conhecido, chegou a ser preso, mas está foragido desde 2011, quando conseguiu escapar do sistema prisional.

Segundo a denúncia, os estupros começaram em 2004, quando as vítimas tinham oito e 10 anos e duraram quase 48 meses. Nesta época, toda a família morava na zona rural do município.

Ao saber dos estupros pela filha mais nova, o pai dela foi questionar ao acusado, mas acabou morto na presença das duas crianças. Em pânico, as meninas se calaram e não falaram mais sobre os estupros com ninguém.

“Pitbull” acabou preso pouco tempo depois do assassinato, mas, devido à fragilidade da acusação, foi solto em maio de 2006 para responder em liberdade.

A esta altura, a família já havia se mudado para um bairro da cidade. Livre das grades, “Pitbull” foi morar perto da casa das sobrinhas. 

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À noite, quando a mãe das crianças, que é irmã de “Pitbull”, saía para o trabalho em um hospital e deixava seus seis filhos - quatro meninas e dois meninos - sob a responsabilidade da irmã, de 19 anos, ele cometia os estupros. O acusado chegou a estuprar a irmã duas vezes.

Após várias tentativas frustradas de denunciar Cosme ao Conselho Tutelar, pois a conselheira também tinha medo do acusado, em 2009 as vítimas decidiram relatar os abusos à mãe. A mulher entrou em depressão e ficou 20 dias internada. Mesmo nesse período, Cosme permanecia praticando os estupros.

Naquele ano, a denúncia chegou à polícia, que prendeu Cosme. Mesmo na delegacia, ele mandava recados para a família dizendo que iria matar todos.