Três homens foram presos na ação policial

As polícias civil e militar anunciaram, nesta quarta-feira (16), que desarticularam a cúpula de um grupo criminoso responsável por cinco ataques em Eunápolis. Três suspeitos foram presos: Mateus São Pedro de Jesus, Iuri Oliveira Souza e Romário Felipe de Almeida Silva Geraldo.

As ações, que ocorrem em um espaço de pouco mais de 72 horas, deixaram seis pessoas feridas e duas mortas. Um jovem está desaparecido.

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Segundo o delegado Moisés Damasceno, a motivação dos atentados a tiros é uma vingança pela morte de Rian Andrade Pereira, 18 anos, líder de uma facção criminosa, executado no último dia 9, no bairro Itapuã.

As investigações apontam que a quadrilha não tinha alvos específicos.

"Os ataques eram realizados em bairros que eles acreditam que estão sob o domínio de traficantes rivais. Muitas vítimas não tinham envolvimento com a criminalidade, como as três pessoas - dentre elas um adolescente de 13 anos - baleadas em uma festa de aniversário no bairro Paquetá", afirma o delegado Moisés Damasceno, que é coordenador da 23ª Coorpin.

Delegado Moisés Damasceno e major Vagner Ribeiro

Dois suspeitos foram presos no bairro Gusmão, em Eunápolis e um em Arraial d'Ajuda, distrito de Porto Seguro. Um deles veio substituir o posto do traficante morto no Itapuã.

Houve apreensão de dois carros usados nos ataques e em assaltos na região, além de arma, droga, capas de coletes antibalísticos, munição e placas de veículos roubados.

"Todos esses indícios vinculam os três aos últimos ataques em Eunápolis. Um deles foi preso em flagrante por porte ilegal de arma de fogo e posse de droga. Os demais tiveram prisão temporária decretada pela Justiça", frisa o delegado Moisés, acrescentando que está investigando o envolvimento de outros bandidos.

OUTRA PROVÁVEL MOTIVAÇÃO

Moisés Damasceno informa que a polícia está apurando também a origem de uma série de mensagens de voz compartilhadas por criminosos no aplicativo WhatsApp. 

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Nos áudios, eles pedem que uma facção rival indique onde teriam enterrado os corpos das quatro jovens que desapareceram há mais de mês, depois de participar de uma festa em um barco no distrito de Trancoso.

Carros usados nos crimes

"As famílias precisam fazer um enterro digno. Se os corpos não aparecerem, os ataques vão continuar", disse um dos criminosos na gravação.

Para a polícia, os indícios levam a crer que as garotas foram mortas no bairro Juca Rosa, pelo "tribunal do crime".

OS ATAQUES

No início da madrugada de sexta-feira (11), dois jovens de 18 anos foram baleados no bairro Alecrim II. Eles estão internados em estado grave.

No mesmo dia, à tarde, Eduardo Rosa, 18 anos, andava de bicicleta por uma rua do bairro Juca Rosa, quando foi sequestrado por bandidos que estavam em um carro. O jovem ainda não foi encontrado.

Ainda na sexta-feira, já à noite, duas pessoas foram baleadas no Rosa Neto. Um adulto morreu no local e um menor ficou ferido.

Apreensão de arma, munição, coletes e drogas

Na noite de sábado (12), bandidos que estavam em um carro se aproximaram de uma festa de aniversário no bairro Paquetá e atiraram nas pessoas que participavam da confraternização. Três pessoas foram baleadas, inclusive um menino de 13 anos.

O último ataque foi na segunda-feira (14), no bairro Juca Rosa. Um homem que estava em um bar foi morto a tiros. Os disparos foram efetuados de dentro de um carro.

APOIO DA COMUNIDADE 

O comandante da 7ª Companhia Independente de Polícia Militar, major Vagner Ribeiro, pede que a comunidade participe desse processo de combate ao crime junto com a polícia. "Qualquer um pode ser vítima desta quadrilha. Então, com as denúncias prestadas pela população, podemos chegar à autoria de outros crimes. O sigilo é garantido", orienta o major.