Justiça entendeu que não havia provas contra Jhone

Mais de nove anos depois ser preso sob a acusação de sequestro e cárcere privado, um homem de 38 anos foi considerado inocente pela 2ª Vara Crime da Comarca de Eunápolis.

Jhone de Jesus Serra foi detido pela polícia, em março de 2011, no bairro Santa Isabel, depois de ter sido visto puxando uma criança de sete anos pelo braço.

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Na ocasião, Jhone quase foi linchado por um grupo de moradores, que acreditavam que ele tivesse intenção de estuprar a menina.

Indiciado em inquérito policial, Jhone ficou sete meses preso. Em 27 de outubro do mesmo ano, a justiça relaxou a prisão do acusado, que passou a esperar o julgamento em liberdade.

Por sua vez, Jhone negou à autoridade policial e em juízo o crime imputado na denúncia, relatando que viu a menina sozinha e resolveu levá-la para casa dela.



No julgamento da ação penal, ocorrido em junho deste ano, o depoimento de uma das testemunhas, a dona da pousada onde Jhone estava hospedado, foi decisivo.

"Da sacada, vi quando o acusado pegou na mão da menina. Fiquei observando onde ele iria levá-la. Caso ele fosse em direção a um matagal na esquina, iria atrás. Entretanto, percebi que o acusado tomou direção diversa, indo para locais movimentados, perguntando se alguém conhecia a criança, oportunidade que percebi que ele não ia fazer mal a criança", declarou ela.

O Ministério Público apresentou alegações finais e requereu a absolvição de Jhone.

Em sua sentença, o juiz Heitor Awi considerou que a materialidade e a autoria do crime não restaram satisfatoriamente comprovadas, haja vista a fragilidade probatória produzida em juízo.

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"Logo, a fragilidade da prova colhida em juízo e a ausência de elemento probatório robusto para comprovar a materialidade e autoria do crime, impõe-se a absolvição do acusado", diz o magistrado na sentença.

Em video enviado ao RADAR 64, Jhone declarou que, após nove anos e três meses, "a justiça foi feita".

"Fui acometido por uma grande calúnia na cidade de Eunápolis, por um grande engano. E hoje estou muito feliz, pois a justiça foi feita. Agora veio a sentença e a justiça reconheceu que fui inocente", refletiu Jhone.