Fux deverá adotar um perfil discreto

O ministro Luiz Fux assume nesta quinta-feira (10) a presidência do STF (Supremo Tribunal Federal) para um mandato de dois anos, destaca notícia do UOL. Ele substitui o ministro Dias Toffoli, que quarta-feira comandou a última sessão como presidente da corte.

Segundo o portal, Fux vai comandar o STF num momento em que se acumulam pontos de tensão entre a corte e o governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Em um aceno ao STF, Bolsonaro apareceu de surpresa na sessão de despedida de Toffoli e elogiou o ministro pela capacidade de manter diálogo com o governo.

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UOL destaca que mais distante do mundo político que seu antecessor, Fux deverá adotar um perfil discreto e institucional na relação com o Executivo. Como presidente do STF, Dias Toffoli buscou aproximação com os outros Poderes e chegou a sugerir um "pacto republicano" no início de sua gestão, em 2018.

Além do inquérito das fake news, que passou a mirar apoiadores de Bolsonaro, e da análise de questões jurídicas sobre as investigações contra o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) no caso das "rachadinhas", o STF tem contrariado o Planalto em temas que vão das respostas à pandemia de coronavírus às políticas voltadas à população indígena, passando por pautas de costumes caras ao bolsonarismo, como a rejeição de leis que tentaram implantar pautas do programa Escola Sem Partido.

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Entre os ministros do STF, diz a reportagem do UOL, Fux foi quem fez uma das críticas mais duras ao relatório produzido pelo Ministério da Justiça sobre servidores ligados ao movimento antifascista, afirmando que a investigação interna do governo serviu para difundir a "cultura do medo". O perfil de Fux como defensor da Operação Lava Jato e entusiasta de temas econômicos vai influenciar na escolha das ações que entrarão em julgamento durante o seu comando.