AstraZeneca suspendeu os testes de estágio final

A farmacêutica AstraZeneca suspendeu os testes de sua vacina contra a Covid-19, desenvolvida em parceria com a Universidade de Oxford, após suspeita de "reação adversa séria" em um participante do Reino Unido. A vacina, que está na fase final, é testada no Brasil e em outros países.

Segundo reportagem do UOL, a Anvisa diz que já recebeu a mensagem de suspensão das atividades do laboratório e aguarda mais informações sobre os motivos da suspensão. O Ministério da Saúde informa que que pausa no estudo indica que "não haverá inclusão, neste momento, de novos participantes", mas que os mais de 18 mil que já foram incluídos seguem sendo estudados.

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Um voluntário do estudo teve mielite transversa, que é uma inflamação da medula espinhal e frequentemente desencadeada por infecções virais. Não é possível, no entanto, identificar se a inflamação está diretamente relacionada à vacina da AstraZeneca, segundo o NYT. A empresa ainda não confirmou qual reação interrompeu os estudos.

Ainda de acordo com o UOL, o governo brasileiro já acertou um protocolo de intenções que prevê a disponibilização de 30 milhões de doses até o fim do ano e está concluindo as negociações para o pagamento e a assinatura de um acordo final que incluirá também a transferência de tecnologia para produção nacional, que deverá ser conduzida Fiocruz.

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A candidata da AstraZeneca e de Oxford utiliza um adenovírus de chimpanzés para apresentar ao sistema imunológico a proteína spike, usada pelo coronavírus Sars-CoV-2 para agredir células humanas.

Caso a vacina tenha sua eficácia comprovada, a previsão do Ministério da Saúde é produzir, inicialmente, 100 milhões de doses a partir de insumos importados. A produção integral da vacina na unidade técnico-cientifica Bio-Manguinhos, no Rio, deve começar a partir de abril de 2021.