Mais de dois terços (71%) do desmatamento na Mata Atlântica entre 2018 e 2019 ocorreu em 100 municípios, o que equivale a apenas 3% das cidades na qual está distribuído o bioma. Dos 100 municípios que mais desmataram, 40 estão em Minas Gerais, 23 na Bahia, 22 no Paraná e 15 em outros estados. Os dados foram divulgados quarta-feira (19), no Atlas dos Municípios da Mata Atlântica.

O período totalizou 14.502 hectares de vegetação nativa desmatada, concentrada em cerca de 400 cidades. Historicamente, esse é um número que varia entre 200 e 550 municípios, de acordo com os dados do levantamento, que é feito desde 2000 nem uma parceria entre a Fundação SOS Mata Atlântica e o INPE.

Um dado que surpreendeu e preocupou especialistas foi a presença de Porto Seguro em 6ª lugar na lista entre os 10 que mais desmataram entre 2018 e 2019, com 240 hectares de Mata Atlântica suprimidos.

Na triste liderança do desmatamento no período está o município Manoel Emídio, no Piauí, onde 879 hectares de vegetação do bioma foram perdidos. Na sequência do ranking, está Gameleiras, em Minas Gerais, com 434 hectares; e Canto do Buriti, também no Piauí, com 404.

Na Bahia, os municípios que mais perderam áreas de Mata Atlântica nos últimos 10 anos são Santa Cruz Cabrália, com 3.559 hectares suprimidos; Belmonte, com 3.303; Baianópolis, com 2.841; e Wanderley, com 2.731, e que fecha o ranking, em 10º lugar.