Karib Ribeiro / Divulgação

Terceiro destino turístico mais procurado no país, o município de Porto Seguro tem tido nas últimas semanas um aumento na procura de visitantes interessados em viagens no fim de ano. No sábado (08/08), terminou o período de dois meses em que a prefeitura decretou toque de recolher para tentar conter a disseminação do coronavírus. Praias e barracas à beira-mar também tiveram as atividades retomadas.

“Todo dia recebemos ligações de agências de turismo perguntando quando a cidade vai reabrir. Uma delas nos avisou que vendeu 40 mil pacotes para o fim de ano”, diz a prefeita Claudia Oliveira (PSD) sobre a procura, que chega à ocupação quase total dos 48 mil leitos disponíveis.

Desde o início de julho, quando ocorreu uma alta no número de casos confirmados, a prefeitura restringiu a circulação dos moradores entre 23h e 5h, já que a maior preocupação é em relação ao baixo número de leitos de UTI disponíveis na região.

Contando Porto Seguro e Eunápolis, cidade vizinha, há trinta leitos disponíveis, sendo que 22 estavam ocupados até o fim da semana passada. Atualmente, a cidade tem 1.921 mil casos notificados e 32 mortes causadas pela pandemia.

Para poder receber os turistas, hotéis e restaurantes têm que se adequar ao plano elaborado pela Vigilância Sanitária do município, que criou um selo para comprovar a regularidade dos estabelecimentos de acordo com as regras.

Entre as exigências, estão manter a ocupação em até 50% e substituir o sistema de self-service no café da manhã. De acordo com Hélio José Leal Lima, diretor do Sindicato dos Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares do Extremo Sul da Bahia, atualmente, há 15 hotéis em funcionamento em Porto Seguro, ou 1,5% da capacidade disponível.

“Muita gente preferiu ficar fechado mesmo porque não compensa reabrir”, diz. Os voos diretos para a cidade da Costa do Descobrimento que foram reduzidos pelas companhias aéreas no período de pandemia devem voltar à normalidade apenas em outubro.
Apesar da perspectiva de reabertura, alguns empresários da região só vão retomar as atividades a partir de setembro, caso da maioria das pousadas no distrito de Caraíva, que organizou um abaixo-assinado para adiar a retomada.

“Não temos perspectiva de retomar o movimento normal de turistas neste fim de ano, apenas em 2021”, diz a prefeita. Como em outras cidades turísticas brasileiras, a festa de fim de ano que costuma ser organizada na orla foi cancelada.