Cerca de 200 famílias do Projeto Mangabeira, um pré-assentamento em Porto Seguro, receberam uma ordem judicial de despejo em meio à pandemia.

Os moradores têm 15 dias para recorrer da decisão ou explicar a ocupação do local. No entanto, a Polícia Militar já recebeu determinação para poder despejá-los a qualquer momento.

Há 17 anos, o agricultor Edinho Gomes morava com a mulher e os filhos em uma casa alugada no bairro Baianão. Em busca de uma terra para construir a casa própria e cultivar, ele se uniu com algumas pessoas e ocupou a área conhecida como Projeto Mangabeira.

"Morando de aluguel, com renda pouca ou quase nada, não tinha emprego, nem como me virar, resolvi vim pra cá pra sobreviver, ter meu teto. Isso é coisa de rico, eles querem tirar a gente daqui para fazer especulação imobiliária", disse Edinho.

O pré-assentamento tem escola municipal, estabelecimentos comerciais e sítios produtivos que também fornecem itens para a merenda escolar.

"Aqui a gente planta feijão, milho, banana, tem criação de galinhas, porcos, construímos nossas casas de alvenaria, e fornecemos alimentos para o PNAE e PAA", contou o agricultor Marcos Santos.

De acordo com a Associação do Projeto Mangabeira, as famílias moram em uma área de 800 mil m². Elas querem que o juiz reveja a decisão por alguns motivos.

Com fotos e informações da TV Santa Cruz