Divulgação / Prefeitura de Porto Seguro

Reinvenção. Palavra de ordem em meio a uma pandemia que obrigou, de certa forma, todos a buscarem alternativas para diversos setores da vida. Com o trabalho não foi diferente. Pessoas e empresas tiveram que readequar suas formas de trabalho, venda e divulgação de produtos. Em cidades grandes e pequenas, todos foram atrás dessas alternativas, que, quase sempre, têm a internet como maior facilitadora.

De acordo com o IBGE, no Brasil são cerca de 7.103 localidades indígenas, segundo dados divulgados neste ano, e 896.917 indígenas contabilizados no último censo demográfico de 2010.

Povos indígenas que sobrevivem do comércio e turismo das cidades baianas, especialmente no sul da Bahia, se viram sem fonte de renda com o início do isolamento social, por causa do novo coronavírus. Com o comércio fechado, a forma para continuar o trabalho foi com o apoio da internet.

É o caso da família de Estevita Queiroz, de Coroa Vermelha, distrito localizado entre Santa Cruz Cabrália e Porto Seguro. Sua mãe, Celma Pataxó, costura e confecciona bolsas e mochilas para vender no comércio indígena local. Como seus compradores são essencialmente turistas, com a chegada da pandemia ela ficou cerca de três meses com a produção parada e precisou do apoio da filha para continuar com as vendas.

“Essa foi a forma que encontramos para vender. Sempre trabalhei com isso, todos me conhecem pela costura, que herdei da minha mãe”, diz Celma, que já doou mais de 300 máscaras para comunidades indígenas desde que começou a vender pelas redes sociais.

Via correios

Estevita realiza a divulgação dos produtos no Instagram e consegue, dessa forma, garantir as vendas para a mãe. “Ela ficou completamente perdida com o fechamento do comércio”, conta. Os produtos são entregues via correio, para diversas cidades brasileiras.

Do A Tarde