A especialista em clínica médica Raíssa Soares diz que os efeitos da Covid-19 podem ser diminuídos ainda na primeira semana do contágio, com a aplicação de medicação para a redução da carga viral no organismo.

Segundo a médica, formada pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), a prescrição de vitaminas D e C e de azitromicina combatem o processo inflamatório disparado pelo vírus e eleva a imunidade do paciente.

“Estamos fazendo esse tratamento com base em evidências. Nós temos duas opções publicadas: azitromicina com ivermectina ou azitromicina com nitazoxanida, que pretendem reduzir a carga viral. E se pessoa tiver condições financeiras, mais vitamina D, zinco e vitamina C”, disse.

Lotada em posto do Programa da Saúde da Família (PSF) no município de Porto Seguro, a médica Raíssa Soares afirma que o tratamento entrou no protocolo de atendimento da pandemia na Bahia. O tratamento teve efeito em idosos e pessoas adultas até o momento.

Fases do contágio 

Há 25 anos em atendimento no Sistema Único de Saúde (SUS), a especialista afirma que o contágio do novo coronavírus se desenvolve em três fases. A primeira dura de cinco a sete e nela ocorre o aumento da carga viral.

Esse seria o estágio de início do tratamento com a medicação recomendada. O combate do vírus nessa fase ajudaria a reduzir os danos do vírus no organismo e impedir de evoluir para as fases seguintes de infecção e complicação pulmonar.

“A vida do vírus dura 12 dias, mas é entre o quinto e o sétimo dia que temos o tempo para combatê-lo. Depois disso, ele entra nas fases de complicação”, afirmou.

A médica disse ainda que, apesar da Covid-19 possuir características semelhantes a outras síndromes respiratórias agudas graves (SRGA), a avaliação de contágio pode ser orientada pela falta de paladar e perda do olfato.

“Eu não conheço nenhum outro vírus que cause, além dos sintomas gripais, a perda de paladar e falta de olfato. Se esses sintomas estiverem no paciente eu recomendo essa medicação. Se não for a Covid, o paciente recebeu vitamina”, pontua.

A médica Raíssa Soares já participou também da criação de protocolos para a dengue e a gripe H1N1.

De O Livre