Exame laboratorial indicou que cinco presos custodiados provisoriamente na carceragem do Distrito Integrado de Segurança Pública (Disep) de Porto Seguro testaram negativo para coronavírus. Segundo o coordenador regional da Polícia Civil, Moisés Damasceno, os detentos apresentaram sintomas gripais na semana passada.

Conforme o delegado, enquanto era aguardada a divulgação do resultado dos exames, os presos com sintomas ficaram isolados em uma das duas celas do Disep para evitar uma possível proliferação do vírus.

O delegado informou ainda que aguarda o período de incubação de 14 dias, que vence na próxima semana, para transferir os detentos para o presídio. Esse é o intervalo entre a data de contato com o vírus até o início dos sintomas.

Ele ressaltou que as carceragens das delegacias já não mantêm pessoas presas em flagrante, mas que diante da atual situação de pandemia, o Disep chegou a ter 11 presos aguardando o fim da barreira epidemiológica para serem encaminhados ao conjunto penal.

O coordenador também rebateu acusação do sindicado dos policiais civis da Bahia sobre a falta de EPIs (Equipamento de Proteção Individual) na delegacia de Porto Seguro. "Delegados, escrivães, policiais e demais agentes têm à disposição álcool em gel e máscaras de proteção, fornecidos pelo estado", frisa Moisés. No entanto, alguns policiais reclamam da pouca quantidade de máscaras e álcool fornecida. "Cada servidor recebeu apenas três máscaras e um pouco de álcool. Temos que ir lavando as máscaras e usando", disse um agente.

"A Polícia Civil também faz parte da linha de frente de combate ao coronavírus, pois o nosso trabalho não pode parar. Por isso, todas as delegacias da região vêm adotando medidas de proteção, como distanciamento no atendimento ao público. E os policiais que vão às ruas, realizar lavamento cadavérico ou flagrantes, também usam proteção", finaliza Moisés Damasceno.