Garantir o atendimento médico de toda população em meio a uma pandemia é uma preocupação do sistema de saúde de Eunápolis.

Além dos casos crescentes de contaminação por coronavírus, outras doenças comuns nesta época do ano podem causar transtornos, como a lotação de hospitais e as dúvidas sobre diferentes enfermidades com sintomas semelhantes. A febre, por exemplo, é sinal tanto da Covid-19 quanto da dengue.

A doença causada pelo mosquito Aedes aegypti foi responsável por 178 diagnósticos no município de Eunápolis este ano. Duas pessoas morreram com suspeita de dengue hemorrágica. A Vigilância Epidemiológica aguarda a divulgação dos resultados dos exames.

"É importante aguardamos a análise laboratorial, que é feita pelo Lacen, para termos certeza que as mortes foram, verdadeiramente, em decorrência da dengue. Mês passado, houve um óbito. Inicialmente suspeitou-se de dengue, mas o exame mostrou que a causa foi leptospirose", declarou o secretário de Saúde, Jairo Júnior.

Em meio a isso, há ainda a preocupação com outros vírus que também são transmitidos pelo Aedes aegypti, como zica e chikungunya. Esse período chuvoso é suscetível à proliferação do mosquito.

Para combater o avanço do Aedes aegypti, a Prefeitura de Eunápolis está intensificando as ações com equipe de fumacê, que realiza a pulverização nos bairros, duas equipes de coleta de entulhos e os agentes de endemias, que receberam na terça-feira (26) novos Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), para intensificar o combate nas residências.

Os bairros com maiores índices de infestação predial são Motor, Juca Rosa, Rosa Neto, Sapucaieira, Santa Lúcia, Ivan Moura e Santa Rita.

FIQUE ATENTO

Pessoas infectadas com o vírus da dengue pela segunda vez têm um risco significativamente maior de desenvolver doença grave.

Os sintomas são febre alta, erupções cutâneas e dores musculares e articulares. Em casos graves, há hemorragia intensa e choque hemorrágico (quando uma pessoa perde mais de 20% do sangue ou fluido corporal), o que pode ser fatal.

O tratamento inclui ingestão de líquidos e analgésicos. Os casos graves exigem cuidados hospitalares.

É fundamental manter o domicílio sempre limpo e atentar ao acúmulo de água em locais abertos, evitando, assim, a proliferação de mosquitos.