A retomada parcial das atividades da unidade da Prosegur no município de Eunápolis, foco de pelo menos 24 casos de Covid-19 vem sendo acompanhada de perto pelo Ministério Público do Trabalho (MPT).

A autorização dada pela Justiça do Trabalho após manifestação do MPT já era prevista na liminar que determinou a suspensão das atividades. Nela, o juiz estabelece a necessidade de testagem de todos os empregados. Com a apresentação de alguns resultados negativos, foi autorizado o retorno ao trabalho daqueles que estão livres da doença.

Os testes começaram a ser realizados após a liminar condicionar a retomada parcial do trabalho na empresa. Eles foram feitos em laboratório privado do Espírito Santo e os resultados tiveram de ser encaminhados à Justiça, que também pediu a manifestação do MPT.

O município contabiliza oficialmente 31 casos, dos quais 10 são empregados da Prosegur e a maior parte dos demais é de familiares e pessoas que mantiveram contato com esses empregados. Agora, a empresa apresentou mais 14 casos positivos, mas eles ainda não integram as estatísticas oficiais por terem sido feitos em laboratório privado. A vigilância municipal deve retestar essas pessoas.

“Não assinamos TAC com a Prosegur. O que está ocorrendo é o processo judicial, em que a empresa apresenta alegações, nós nos manifestamos e o juiz decide, sempre buscando preservar a saúde e a segurança tanto dos empregados quanto da sociedade. O que buscamos é que a atividade econômica aconteça sem causar prejuízo à coletividade”, afirmou a procuradora Tatiana Sento-Sé, responsável pela ação civil pública movida pelo MPT.

Ela lembra que o pedido de fechamento da unidade da Prosegur em Eunápolis só foi feito à Justiça depois de a empresa ter sido orientada a fechar suas portas pela Vigilância Epidemiológica de Eunápolis e descumprir essa determinação. Com a insistência e funcionar mesmo com o grande número de casos comprovados, não restou alternativa a não ser o pedido de liminar para resguardar a sociedade eunapolitana.