Instituto Patrícia Galvão

Sarah Maria Dias Caminha, acusada por tráfico de drogas em Porto Seguro, teve sua prisão preventiva restabelecida, tendo em vista a concessão de liminar em ação cautelar inominada que objetivava atribuição de efeito suspensivo ao recurso em sentido estrito interposto pelo Ministério Público estadual, por meio dos promotores João Paulo de Carvalho da Costa e Bruno Gontijo Araújo Teixeira, revogando-se a prisão domiciliar concedida pelo Juízo de primeiro grau.

A decisão do desembargador Antônio Cunha Cavalcanti levou em conta os argumentos apresentados pelos promotores de que Sarah integra facção criminosa e sua prisão domiciliar implicaria grande perigo à sociedade.

A decisão salienta ainda que a prisão domiciliar havia sido concedida com base no fato de ser a acusada mãe. Todavia, o MP comprovou que os filhos de Sarah não vivem com ela, sendo que quem detém a guarda das crianças é a avó paterna, inclusive, em município diferente do qual reside a acusada.

Segundo o desembargador, o MP deixou claro que, em seu domicílio, Sarah teria oportunidade de voltar a cometer crimes graves e dificultar as investigações que servem à instrução do seu processo por integrar o “alto escalão de facção criminosa de abrangência estadual”.

Sarah segue presa no presídio de Teixeira de Freitas. Agora, a acusada conta com prisões cautelares decretas em 2 (dois) processos criminais distintos, sendo, ainda, investigada pela prática de outros delitos praticados na cidade.