Um dos mais populares destinos turísticos do Nordeste teve suas atividades econômicas paralisadas. Na eclética região, disputada por formandos, casais em lua de mel e famílias durante quase o ano inteiro, os transportes aéreo e rodoviário estão suspensos desde o início do mês de abril deste ano, quando medidas foram determinadas pelos governos municipal e estadual para controle da disseminação da Covid-19.

A recente pandemia já colocou o Brasil, em poucos meses, como o terceiro país em número de notificações pelo novo coronavírus. A Bahia, apesar da vanguarda nas medidas para conter o contágio, ainda não conseguiu segurar a curva de crescimento das confirmações da doença, e já acumula milhares de casos notificados.


Já no município de Porto Seguro, que vem seguindo à risca todas as orientações da Secretaria de Saúde do Estado da Bahia e da Organização Mundial de Saúde (OMS), possui pouco mais de cinquenta casos confirmados, sendo que mais da metade já foram recuperados e liberados após o isolamento respiratório.

Apesar da nossa região adotar todas as medidas necessárias para o enfrentamento da covid-19, não demorou muito para que os reflexos da pandemia extrapolassem as questões sanitárias: demissões em massa no setor turístico; fragilização dos empreendedores informais e pequenos negócios; dispensa de trabalhadores temporários, a exemplo de professores terceirizados e vendedores; aumento nos casos de violência doméstica, depressão e roubos, dentre inúmeros outros problemas sociais que ganharam ainda mais dimensão nessa crise.


Do mesmo modo, os esforços do Governo Federal para manutenção do emprego e da renda foram insuficientes para afastar uma das faces mais dramáticas da pandemia: a fome. Bastaram poucas semanas para que trabalhadores rurais, agricultores familiares, artesãos, pescadores e marisqueiras, povos indígenas, ciganos, população periférica, LGBT+, idosos, pessoas com deficiência e mães-solo, esgotassem todas as suas alternativas de se sustentarem.

A dinâmica da pandemia exigiu respostas rápidas por parte do poder público, da iniciativa privada e da sociedade civil organizada. Essas respostas se apresentaram como oportunidades para ações solidárias, algumas materializadas ainda no início da pandemia: máscaras para evitar o contágio foram distribuídas, refeições alcançaram pessoas em situação de rua, cestas de alimentos, de produtos de higiene pessoal e de limpeza afastaram a face cruel da fome de grupos sociais mais vulnerabilizados.


Este movimento de solidariedade em meio à crise também contagiou o Instituto Mãe Terra que, incumbido de sua missão na Costa do Descobrimento lançou, em parceria com o Itaú Social, a campanha Mãe Terra Pela Vida, visando distribuir 700 cestas com alimentos, produtos de higiene pessoal e de limpeza, durante o período de três meses.

Visando incentivar a leitura na primeira infância, ainda mais oportuna neste período de distanciamento social, o Instituto Mãe Terra também está encaminhando exemplares de obras infantis junto às cestas direcionadas às famílias que possuem crianças. Todas as famílias receberão, ainda, um encarte elaborado para leitura facilitada, com orientações para as pessoas se cuidarem e cuidarem dos outros.

Para essa ação, o Mãe Terra contou com diversas instituições parceiras e movimentos sociais da região a fim de mapear conjuntamente as famílias a serem beneficiadas, criando, assim, uma rede de articulação e mobilização para a solidariedade. Todo este esforço conjunto subsidiou um importante banco de dados com informações norteadoras sobre a população mais vulnerável da região. Assim que consolidado, este material será disponibilizado para outras organizações que também queiram e possam ajudar no enfrentamento e mitigação dos impactos da covid-19.


Para Luciene Oliveira, da Fábrica do Ser, associação que promove a inclusão social de pessoas com deficiência em Porto Seguro, este é um momento que requer união. “Nós precisamos estar cada vez mais unidos para juntos podermos ajudar a população. Dentre as cestas recebidas, nós contemplamos pessoas do Baianão, da Vila Valdete, do Vista Alegre, de Vera Cruz e do Arraial D’Ajuda. As pessoas com deficiência geralmente vivem isoladas da sociedade e são ainda mais vulneráveis em momentos como este” relatou emocionada.

Sobre o Instituto Mãe Terra - É uma organização da sociedade civil sem fins lucrativos, genuinamente porto-segurense, que atua há mais de uma década no Sul e Extremo Sul da Bahia, apoiando ou desenvolvendo projetos socioambientais junto a povos e comunidades rurais, periféricas e tradicionais. Para saber mais, acesse www.maeterra.org.brwww.maeterra.org.br e redes sociais @maeterra.org.br

Sobre o Itaú Social – É o parceiro financiador da campanha, e de muitas outras similares que estão em curso em todo o Brasil, que tem entre os seus objetivos, a promoção da assistência social, a defesa e garantia de direitos, bem como o fortalecimento da sociedade civil.

Por ASCOM Instituto Mãe Terra