O Brasil registrou recorde de mortes diárias ligadas ao novo coronavírus. Foram 600 casos fatais confirmados pelo Ministério da Saúde na noite de terça-feira — as mortes ocorreram em dias diferentes, mas foram incluídas no segundo balanço divulgado ontem. O número de óbitos contabilizados desde o início da pandemia chegou a 7.921. O país soma 114.715 pessoas infectadas.

O que foi dito: antes da divulgação dos dados, o presidente Jair Bolsonaro afirmou que deveria haver uma redução das mortes, o que significaria que “o pior já passou”.

Gargalo: o Ministério da Saúde afirmou desconhecer o resultado de mais de 100 mil exames de Covid-19 realizados pela rede particular. A pasta cobrou o compartilhamento da informação, o que é previsto em lei desde a década de 1970. Outros 90 mil testes estão na fila de espera para serem processados.

O que está acontecendo: o avanço da epidemia no Brasil acendeu o alerta de governos da América do Sul. O país tem mais casos do que todos os países vizinhos somados. Argentina, Uruguai e Paraguai colhem bons resultados do isolamento. Uruguaios e peruanos já começaram a sair da quarentena.