Marcos Corrêa / Presidência da República

O presidente Jair Bolsonaro levou empresários ao Supremo Tribunal Federal para defender a reabertura econômica do país. O grupo caminhou até a Corte e foi recebido pelo presidente do STF, Dias Toffoli, que se incomodou com a visita surpresa — e transmitida ao vivo nas redes sociais de Bolsonaro. Ministros do Supremo consideraram a marcha “inadequada” e uma tentativa de constranger o tribunal.

Depois da reunião, Bolsonaro ampliou a lista de atividades consideradas essenciais para incluir a construção civil, a indústria e os setores químico, petroquímico e de gás natural.

Marcos Corrêa / Presidência da República

Contexto: desde o início da pandemia, Bolsonaro tem minimizado o perigo da Covid-19 e criticado as medidas adotadas por estados e municípios na tentativa de frear o coronavírus. Em decisões recentes, o Supremo garantiu a autonomia de governadores e prefeitos para estabelecerem o isolamento social e restrições à circulação de pessoas e ao transporte de veículos.

Em paralelo: o presidente disse que vai vetar a possibilidade de aumento de salário de servidores nos próximos 18 meses, medida que foi incluída no projeto de socorro a estados e municípios. O veto foi pedido pelo ministro Paulo Guedes (Economia), que acompanhou Bolsonaro na marcha ao STF.