O mundo bateu nesta quinta-feira (02) o marco de 1 milhão de pessoas contaminadas pelo novo coronavírus, segundo balanço da Universidade John Hopkins. Entre os países, os Estados Unidos despontam como o com maior número de casos, 356 mil, enquanto a Itália registra o maior número de mortes: 14 mil. Para além dos números, cenas marcantes de cadáveres pelas ruas no Equador, país onde o sistema funerário está em colapso, acenderam um alerta sobre o desafio que a pandemia representa para os governos.

Num momento em que o vírus avança rumo às cidades do interior do país, causando preocupação sobre a capacidade do sistema de saúde para reagir, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) voltou a usar suas redes sociais para atacar o isolamento social, medida que é defendida pela Organização Mundial da Saúde, por autoridades globais em saúde e pelo próprio Ministério da Saúde como essencial para frear o avanço da pandemia.

O presidente também voltou a atacar os governadores que pregam o isolamento, acusando-os de ter "medinho" do vírus. O argumento é de que o isolamento poderia causar impactos maiores na economia, porém, o próprio governo tem agido com lentidão para transformar em realidade as medidas anunciadas, avaliam especialistas. E isso, afirmam, deixa a população desprotegida sem renda e sem condições de sobrevivência.

Segundo o Ministério da Saúde, já chega a 299 o número de mortes em decorrência do novo coronavírus no Brasil — aumento de 58 mortes em 24 horas, maior número registrado no país no período. A taxa de letalidade é de 3,8%. No total, são 7.910 casos oficiais confirmados no país até agora, segundo o governo, um aumento de 1.074 casos em um dia.

Do UOL