A 1ª Promotoria de Justiça de Eunápolis, na Costa do Descobrimento, abriu inquérito para apurar a responsabilidade da filial da empresa Prosegur na disseminação de novo coronavírus no município.

Em publicação desta terça-feira (28), a Promotoria anunciou a investigação da conduta do supervisor da companhia, Allan Guilherme Braga que estaria descumprindo “afrontosamente” as determinações da vigilância sanitária local para garantir o isolamento dos funcionários já infectados com a covid-19.

A Promotoria também declarou que a empresa também tem descumprido a ordem de interdição parcial. A Prosegur foi o foco de disseminação do novo coronavírus em Eunápolis, com funcionários e familiares deles infectados pela enfermidade.

 AUMENTO DE CASOS

Na noite desta segunda-feira (27), a vigilância epidemiológica do município registrou mais dois casos da Covid-19, aumentando o número de confirmados para 20. No total há 77 notificações, com 14 pacientes em isolamento, 6 recuperados e 10 em aguardo do resultado.

EMPRESA ESTÁ FECHADA

O Ministério Público do Trabalho (MPT) obteve liminar determinando o fechamento da filial da Prosegur Brasil no município de Eunápolis. A decisão foi proferida pelo juiz Jeferson de Castro Almeida, da Vara do Trabalho do município após o ajuizamento de ação civil pública feito quinta-feira (23).


Na ação, o MPT pede que a Prosegur seja condenada a pagar indenização por danos morais coletivos de R$10 milhões. Além disso, o órgão quer que os gestores da transportadora de valores se comprometam a adotar medidas de saúde e segurança do trabalho que protejam seus empregados e a sociedade como um todo de adoecimento e acidentes.

O pedido de liminar acatado pelo judiciário trabalhista impõe à empresa multa diária de R$1 milhão caso ela não cumpra a determinação de fechar suas portas imediatamente, valor que seria revertido à Secretaria de Saúde do município.