O Dia das Mães será totalmente diferente para muitas famílias esse ano. Com a queda de receita das famílias durante a crise provocada pela pandemia do novo coronavírus e também com o fechamento do comércio, a expectativa é que as vendas tenham uma queda de 36%, em relação ao ano passado.

De acordo com a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado (Fecomércio-BA), a estimativa é que, em termos monetários, a perda será de aproximadamente R$ 500 milhões. No ano passado, as vendas subiram 4,9% em relação ao mesmo período de 2018.

O consultor econômico da Fecomércio-BA, Guilherme Dietze, responsável pela projeção, acredita que as quedas mais relevantes nas vendas devem ocorrer nas lojas que tiveram que manter suas portas fechadas devido ao decreto de quarentena.

“As lojas de móveis e decoração devem ter uma retração de 90% no primeiro terço do mês. É importante ressaltar que o faturamento do setor é relativamente pequeno, por isso é natural que a variação fique acentuada”, explica Dietze, que fez a projeção considerando os 10 primeiros dias de maio e analisou apenas setores que têm alguma ligação com a data comemorativa.

Na sequência de quem mais deve ter prejuízo, vem o comércio de eletroeletrônicos, com expectativa de recuo de 78% em relação ao mesmo período do ano passado. “Esse setor em específico é muito sensível ao crédito, uma vez que as compras são feitas de forma parcelada. Com o risco da inadimplência, os bancos estão fechando a torneira do crédito e, além disso, as famílias estão com receio de perder seus empregos – se não já perderam – e priorizando os consumos básicos”, destaca o economista.

O setor de vestuário também será afetado. A expectativa é que as lojas de roupas, tecidos e calçados venda 71% menos. A Fecomércio ponder auqe, apesar de ser uma atividade de bens não duráveis, com um tíquete médio mais baixo e de muita penetração no comércio online, a queda nas vendas será alta.