Publicado em 03/01/2013 às 11h25, atualizado 04/01/2013 às 09h36

Neto busca romper o isolamento político

Por Rose Marie Galvão
Foto:Hugo Santos/RADAR64
Júnior Dapé, em Eunápolis

Enquanto houver essa cultura de continuarmos colocando chifre em cabeça de cavalo, dificilmente o sonho de conquistarmos uma sociedade mais democrática se realizará.
Uma parte da imprensa de Eunápolis, pequena por sinal, que sobrevive não como quarto poder, mas um quarto no poder, está fazendo tempestade em um copo d’água pelo fato de o prefeito Neto Guerrieri ter retribuído a gentileza do vizinho de Itabela, Júnior Dapé, e ter ido até àquela cidade participar da cerimônia de posse do colega.

Segundo sua assessoria, Neto Guerrieri, com um evento marcado às 18 horas de terça-feira, dia 1º de janeiro, não poderia se deslocar até Porto Seguro, que é mais distante. A posse em Eunápolis terminou às 13 horas e a da prefeita Cláudia Oliveira começou às 16 horas. Entre os dois que o prestigiaram, preferiu ir até Itabela, por estar mais próximo.

Foto:Alex Gonçalves/Divulgação
Joecélia Coutinho (vice-prefeita), Júnior Dapé (prefeito de Itabela), Rafael e Neto Guerrieri
Ademais, Neto nem ficou para o final do evento de Itabela. Fez o que se chama de visita de médico. Antes mesmo da eleição da Mesa Diretora da Câmara ele pediu desculpas, levantou-se e veio tomar parte de um culto evangélico na igreja Betel, no bairro do Pequi, em Eunápolis.

Querer criar uma situação de pretenso rompimento entre Neto e Robério é sim colocar chifre em cabeça de cavalo. É só ver como ambos estavam afinados durante a posse na Câmara de Eunápolis. Neto chegou mesmo a beijar, carinhosamente, a prefeita de Porto Seguro.

Ao agradecer o apoio do todo o grupo político, Neto reconheceu na liderança de Robério Oliveira “os avanços administrativos que Eunápolis vem alcançando junto aos municípios do sul da Bahia”.

Isso não o impede de ser cortês e ter ido até Itabela. Afinal, com problemas comuns aos municípios é interessante uma convivência pacífica com outros gestores da região.
A ideia de isolamento político, de busca da liderança a qualquer preço era míster do estilo do governo que acaba de se despedir. Aquele era um governo que acreditava que para ser líder era preciso destruir os opositores. Demos adeus, e espero que para sempre, “a um governo de homens que engolem uns aos outros”.

Eunápolis entra em um novo ano e uma nova forma de gerir a coisa pública e os conflitos ideológicos. Nenhuma das antigas leis aplica-se a este governo que tem um projeto de trabalho comprometido 100% com a transparência; 100% com a democracia.

Essas antigas leis se aplicam a usuários de sangue-frio, gente com mais ambição do que consciência. Os novos prefeitos para enfrentar situações futuras, como a redução dos impostos, por exemplo, precisam construir entre si uma rede de apoio. E uma rede é difícil de atacar porque ela espalha amplamente a própria força.

 
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