EUNÁPOLIS - Foram presos no começo da tarde desta sexta-feira (18), nos bairros Pequi e Gusmão, dois suspeitos de terem assassinado o vigilante municipal Crécio da Silva Romualdo, 30 anos. O crime ocorreu na madrugada da última quinta-feira (17), num leito do Hospital Geral de Eunápolis - HGE, como mostram fotos exclusivas do Radar64.
Mário Coelho, 25 anos, e Roberto Viana Xavier, mesma idade, que já estavam com prisão preventiva decretada pela justiça local, negam participação no assassinato. Na casa de um deles, durante revista, os policiais civis encontraram um revólver calibre 38. As causas prováveis do homicídio, diz a polícia, foi acerto de contas, por causa de dívidas com o comércio de drogas.
De acordo as investigações, já é certa a participação da dupla no primeiro atentado à vítima, em 7 de janeiro último. Segundo informou o delegado Renato Fernandes, o vigilante, quando estava internado no HGE, ainda se recuperando, teria apontado Roberto e Mário como os autores. Numa declaração escrita do próprio punho, Crécio informou até o modelo do carro usado, um Celta Vermelho, mas disse desconher os motivos do crime.

Testemunhas disseram à polícia que Roberto e Mário têm as mesmas características dos dois homens encapuzados que executaram o paciente do HGE. Já foi requisitado o exame de pólvora combusta que pode atestar se os dois manusearam armas de fogo nos últimos dias. Segundo o delegado Renato Fernandes, eles também são suspeitos de terem cometido outros três homicídios na cidade e já vinham sendo investigados por associação ao tráfico de drogas e assalto a uma agência bancária de Ilhéus, no Sul do estado.
O carro usado nos dois crimes foi um Celta vermelho. A dupla alugou veículo igual numa locadora da cidade. "Na carteira de um dos suspeitos foi localizado o cartão da locadora. Na própria empresa há um contrato de locação assinado pelos dois. No período em que ocorreram os crimes, os carros estavam alugados pra eles", diz o delegado.
Após a tentatativa de homicídio, Roberto, que diz trabalhar de vendedor de carros, foi à delegacia, espontaneamente, prestar declarações. Na ocasião, negou qualquer envolvimento. Na entrevista ao Radar64, manteve a posição. Nossa reportagem também tentou ouvir Mário, atualmente desempregado, mas ele argumentou que só prestaria qualquer declaração na presença do seu advogado.
O homicídio - Após ser atingido por quase oito tiros de revólver, na BR-101, proximidades do Hotel Paraíso, Crécio, que estava numa moto, ainda conseguiu se dirigir até o Complexo Policial, distante alguns metros do local, onde pediu ajuda. Socorrido pelo SAMU, ele foi levado para o HGE, onde foi assassinado dez dias depois, enquanto dormia.
As fotos externas foram cedidas, gentilmente, pelo Eunanotícias