EUNÁPOLIS
Publicado em 28/01/2010 às 01h57, atualizado 28/01/2010 às 02h34

Dupla rapta adolescente em casa e o mata

Por Redação

EUNÁPOLIS - A agonia do adolescente Walas Souza de Oliveira, 17 anos, acabou na tarde desta quarta-feira (27), mas de forma brutal. Ele foi raptado e morto em um terreno baldio no bairro Alecrim II, zona norte de Eunápolis.



Há dez meses o jovem sofreu um acidente doméstico que comoveu a comunidade eunapolitana. Walas ficou com um pedaço de ferro 'espetado' na cabeça devido à explosão da espingarda que fabricava no fundo do quintal.

O garoto foi submetido a uma delicada cirurgia para retirada do objeto. Foram 45 dias internado em uma UTI, mas as sequelas ficaram. Ele passou a enfrentar sérios problemas neurológicos e perdeu, parcialmente, os movimentos do lado esquerdo do corpo.

Por volta das 16h40, Walas assistia a um filme na televisão, quando foi tirado de casa por duas pessoas ainda não identificadas e levado, em uma bicicleta, para o local do crime, onde foi morto com cerca de sete tiros.

Fotos: RADAR64 
Walas com ferro espetado na cabeça. Acidente deixou graves sequelas; Em menos de um ano ele foi assassinado
Segundo testemunhas, no local outras cinco pessoas já o aguardava. Foram muitos tiros. Sete cápsulas de revólver 38 foram encontradas perto do corpo, um indício de que os assassinos recarregaram a arma. Um dos bandidos saiu rodando o revólver no dedo, como se estivesse no Velho Oeste.

A mãe do rapaz, Edinalva de Jesus Souza, 42, que estava no trabalho, ficou inconformada com tamanha atrocidade. Ela acredita que o crime foi uma vingança banal, porque o filho não tinha envolvimento com a criminalidade, mas, devido aos problemas psicológicos, teria entrado em conflito com uma gang do bairro, em solidariedade a um primo, que estaria sendo ameaçado pelo grupo.

'Devido ao acidente, meu filho não estava gozando de juízo pleno. Na semana passada, uma maloca estava rodando a casa de meu pai, a procura do meu sobrinho, que chegou recentemente de Vitória. Walas falou que se eles fizessem algo com o primo, se veriam com ele. Creio que por isso eles o mataram. Ainda falei com minha irmã para avisar à polícia, mas ela não quis', desabafou.

Marinalva falou que se esforçava para mantê-lo dentro de casa, localizada no Stela Reis, conforme recomendação de uma psicóloga do CAPS, o Centro de Atenção Psicossocial. Para isso, até contratou o serviço de uma TV por assinatura.

 
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