Publicado em 29/03/2009 às 12h44, atualizado 02/04/2009 às 22h15

'Flanelinha' foi morto com um tiro no bairro Pequi

Por RADAR64

’Flanelinha foi 9ª vítima em cinco dias
EUNÁPOLIS - A sensação de insegurança volta a rondar a cidade de Eunápolis, por causa da sequência de homicídios, mesmo com a ação de repressão das polícias militar e civil, que vêm realizando prisões e apreendendo armas e drogas. Neste domingo (29), por volta das 13h20, foi registrado o décimo assassinato em cinco dias. 

O flanelinha Adeilton Costa do Nascimento, 30 anos, o ’Dedé Flanelinha’, morador da Vila Olímpica, foi morto com um tiro nas costas, no cruzamento das ruas Cristóvão Colombo e Jacarandá, próximo ao ’Esquinas Bar’, no bairro Pequi.

Uma equipe do Samu ainda prestou socorro, mas a vítima morreu antes de chegar ao Hospital Geral e o corpo foi levado direto para o Instituto Médico Legal.

Segundo a Polícia Militar, o tiro foi dada por um homem magro, de camisa vermelha, que fugiu de bicicleta. Ainda de acordo com a apuração, o ’Flanelinha’ também estava de bicicleta, quando foi interceptado pelo homicida. Ele trabalhava de lavar carros no centro da cidade.

HISTÓRICO DA VIOLÊNCIA - Na terça-feira (17), quatro bandidos morreram em confronto em uma favela entre os bairros Moisés Reis e Pequi. No mesmo dia, um homem que foi baleado no domingo, no bairro rural da Colônia, também foi a óbito no Hospital Geral. Na quarta-feira (18), de madrugada, outra pessoa foi morta pela polícia quando tentava fugir do Complexo Policial.

Na tarde de sexta-feira (27), um adolescente de 17 anos foi morto com cinco tiros no bairro Urbis III. Sábado (28) à noite, outro garoto da mesma idade teve a vida ceifada com seis tiros na Praça do Itapoan. E neste domingo (29), foram mortas duas pessoas: Uma na rua mais movimentada do Pequi e outra no Parque Edgar Neto, a menos de dois quilômetros do centro.

SEM NORTE - O delegado Milton Oliveira, da Polícia Civil de Eunápolis, disse ao RADAR64 que falta uma política pública capaz de dar um norte aos jovens eunapolitanos para que eles tenham perspectiva de vida e alcancem um destino consequente.

"Enquanto isso não ocorre, eles enveredam pelo mundo do crime, como usuário ou distribuidor de drogas e quando ficam devendo aos traficantes, pagam com a própria vida", afirma o delegado na reportagem do site.

Atualizada às 21h00

 

 
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