Os níveis de desmatamento na Amazônia Legal devem diminuir ainda mais em 2012/13, por causa das ferramentas que serão utilizadas para fiscalização no próximo ano, como a autuação por meio eletrônico e um novo satélite que permitirá imagens mais detalhadas das florestas. A afirmação é da ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira. "Vamos enxergar mais", disse nesta terça-feira, após o anúncio do lançamento de mais um satélite, pelo ministro da Ciência e Tecnologia, Marco Antonio Raupp.
Pouco antes, a ministra divulgou que a taxa de desmatamento da Amazônia Legal foi 27% menor de agosto de 2011 a julho de 2012 na comparação com os 12 meses anteriores (agosto de 2010 a julho de 2011). Foi a menor taxa da série histórica do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Mesmo assim, o desmatamento da Amazônia Legal ficou em 4.656 quilômetros quadrados no período. No Pará, a taxa de desmatamento diminuiu em 44%. Houve aumento da taxa em Tocantins (33%), Amazonas (29%) e Acre (10%).
Izabella informou que o ministério investiu R$ 15 milhões para desenvolver o dispositivo eletrônico que será utilizado em campo pelos fiscais do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) para computar os dados relativos às autuações. A ministra acredita que o meio eletrônico tornará as informações mais precisas do que nas atuações feitas em papel, o que reduzirá os questionamentos dos escritórios de advocacia para retirar o recolhimento das multas.
A ministra aposta na tecnologia da informação para apertar o cerco contra o desmatamento. Ela afirmou que tanto na elaboração do cadastro ambiental rural (CAR) das propriedades como na emissão de licenças ambientais serão usados códigos de barras, o que permitirá ao governo e ao Ibama maior controle.
Ela disse que, ainda nesta terça-feira, irá assinar uma parceria com as entidades ligadas aos trabalhadores rurais e pequenos produtores, para acelerar o processo de adesão ao cadastro ambiental rural. Na quarta-feira, será firmado acordo com os governos estaduais e, nos próximos dias, com a Confederação de Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e a Organização das Cooperativas Brasileiras (OC).
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