CARAVELAS - O Parque Nacional Marinho dos Abrolhos, no litoral extremo Sul da Bahia, foi palco de pesquisa com tartarugas marinhas da espécie tartaruga-verde (Chelonia mydas). Uma equipe com seis pesquisadores do Instituto de Ensino, Pesquisa e Preservação Ambiental Marcos Daniel, de Vitória (ES), realizou trabalhos na unidade sob gestão do Instituto Chico Mendes de Conservação (ICMBio) durante o mês de outubro. A pesquisa é parte do projeto de doutorado em Ecologia de Ecossistemas do professor Marcelo Renan, na Universidade Vila Velha, no Espírito Santo.
O objetivo da pesquisa foi verificar a presença da fibropapilomatose, doença caracterizada pela formação de tumores na pele das tartarugas e associada à ação de um vírus. A doença tem ocorrência mundial e, geralmente, está relacionada a ambientes costeiros com forte influência antrópica.
Durante os trabalhos, foram coletadas amostras de sangue de 30 tartarugas para dosagens toxicológicas que poderão elucidar a relação da fibropapilomatose com poluentes como, por exemplo, metais pesados e hidrocarbonetos aromáticos policíclicos (HPA). A pesquisa também será realizada no litoral de Vitória e no Atol das Rocas (RN).
Marcelo Renan de Deus Santos, médico veterinário e responsável pela pesquisa, considerou “preocupante” constatar a ocorrência de fibropapilomatose em Abrolhos, pois trata-se de uma doença que ocorre principalmente em locais poluídos e pode indicar algum grau de desequilíbrio no ambiente. “Em Abrolhos, a proximidade da costa é um fator que deve ser considerado no estudo da epidemiologia da fibropapilomatose”, disse.
Ameaçada de extinção a tartaruga-verde é uma das cinco espécies de tartarugas marinhas que ocorrem no país.
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