| Foto: Reprodução/Facebook |
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| Missa pelos 100 anos de 'Chiquinho da Bomba' |
EUNÁPOLIS - Morreu na manhã desta sexta-feira (19), em Eunápolis, Francisco Ribeiro Dantas, 101 anos. Mais conhecido como 'Chiquinho da Bomba', ele foi um dos pioneiros do comércio do município.
O corpo de 'Chiquinho da Bomba', que estava internado há 10 dias devido a uma pneumonia, está sendo velado no Memorial Santo Antônio, na Rua Princesa Isabela, bairro Pequi. O enterro está previsto para acontecer às 10h da manhã deste sábado (20), no Cemitério da Consolação.
'Chiquinho da Bomba' era pai dos empresários José Dantas, o 'Zé do Posto', dono do Posto Nossa Senhora d'Ajuda e de Rui Dantas, proprietário de uma distribuidora de gás.
Breve Biografia de seu Chiquinho da Bomba
Francisco Ribeiro Dantas, mais conhecido como Chiquinho da Bomba é baiano de Ribeira do Pombal, nascido na fazenda Espinheiro. Filho de Manoel Ribeiro de Anchieta e Alouripa Dantas Ribeiro.
Frequentou a escola por pouco tempo, o suficiente para cursar o Primário incompleto. Trabalhou na roça até por volta dos 15 anos, depois passou a tocar tropa com o seu pai, transportando farinha e feijão para Aracaju (SE).
Por volta de 52 mudou-se para Itapitanga – região cacaueira –, onde montou um pequeno comércio de secos e molhados e uma saboaria – fábrica de sabão. Por volta de 55, o “Chiquinho da Saboaria” comprou um caminhão e passou a pegar fretes, transportando cacau para Ilhéus. Por volta de 59/60, trouxe uma mudança para o então “Quilômetro Sessenta e Quatro”. Durante a viagem, pôs na carroceria o caminhão, de reserva, um tonel cheio de gasolina. Dessa forma, chegou ao povoado com bastante gasolina no tonel, e na falta do combustível na localidade, vendeu uma parte do que havia no tambor. Depois de entregar a mudança, resolveu voltar até Ituberá, onde havia uma base da Esso – fornecedora da gasolina – e comprou diversos tambores que encheu de gasolina e voltou par ao povoado, vendendo todo o estoque. Na volta, levou feijão, que revendeu na região cacaueira. Assim, durante cerca de dois anos fez esse comércio informal.
Depois desse período de viagens, por volta de 1962/63, mudou-se de Itapitanga para o povoado. Comprou uma casinha na hoje avenida Santos Dumont – onde hoje é o supermercado Rondelli. No cômodo da frente instalou um pequeno comércio, uma “venda”, onde comercializava diversos produtos, gêneros alimentícios e gasolina. Vendeu gasolina medida no litro, no pequeno estabelecimento comercial de secos e molhados que teve inicialmente. Depois, por volta de 64/65, comprou uma bomba de gasolina e a instalou numa construção rústica de madeira que ergueu onde hoje é o início da avenida Porto Seguro. Começava a funcionar o Posto Nossa Senhora d’Ajuda, o autoposto pioneiro de Eunápolis.
Na época, a Bahia Construtora começava as obras do trecho da BA 2 que ligava Eunápolis a Itamaraju. Período de muito movimento e intensa atividade no primeiro posto de combustíveis do então povoado. Assim, cresceu como empresário.
Seu Chiquinho foi casado com durante 44 anos com Josefa Nunes Dantas, com quem teve dois filhos, entre eles, José Dantas, mais conhecido como Zé do Posto, e duas filhas.