| Foto:EFE |
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| Fernando Alonso nos boxes da Ferrari no fim de semana do GP do Japão, em Suzuka |
Com 14 das 20 etapas disputadas, Fernando Alonso, da Ferrari, lidera o campeonato com 194 pontos, 29 à frente do vice-líder Sebastian Vettel, da RBR.
Apesar da boa vantagem, o espanhol está preocupado. Surpreso por estar na ponta, apesar do desempenho aquém do esperado dos carros vermelhos no início do ano, Alonso reconhece a evolução, mas crê que assegurar o título ainda é uma missão complicada.
- É um pequeno milagre estarmos liderando o campeonato neste momento.
Foi um longo caminho desde as seis primeiras corridas, quando quase não chegávamos ao Q3 e estávamos 1s5 segundo mais lento que os melhores.
Agora, o carro evoluiu e estamos mais otimistas, mas precisamos ver o que podemos fazer daqui até o fim.
Se conquistarmos o título, será um milagre, mas se não conseguirmos, teremos feito o nosso melhor.
Pois acredito que até agora, fizemos 14 corridas perfeitas – analisa.
No início do ano, o carro da Ferrari foi alvo de muitas críticas por apresentar performance muito abaixo de equipes como McLaren e RBR.
Mesmo assim, Alonso aproveitou a pista molhada na Malásia para arrancar uma improvável vitória.
O time de Maranello desenvolveu o carro durante o ano, mas apenas no GP da Alemanha o espanhol conseguiu ser soberano com pole e vitória. Neste meio tempo, o bicampeão ainda surpreendeu mais uma vez ao vencer em Valência após largar em 11º.
Um dos trunfos de Alonso para se manter na ponta da competição é o fato de marcar pontos em todas as provas - com exceção do GP da Bélgica, no qual foi acertado pela Lotus de Romain Grosjean logo na largada.
Ciente das dificuldades enfrentadas, o espanhol sabe que continuar pontuando é importante para assegurar o tri. Por isso, ele afirma que adotará uma estratégia mais cautelosa nas últimas corridas do campeonato, sem brigar pela vitória a qualquer custo.
- Não devemos cometer erro algum nas últimas seis provas, manter a calma e trazer para casa a maior quantidade de pontos possíveis.
Algumas vezes seremos quarto colocados, outras, segundo. Dependendo da corrida, dependendo o que os rivais estão fazendo, veremos se seremos agressivos ou defensivos nas corridas.
Em Cingapura, por exemplo, fomos agressivos no início, após um treino classificatório ruim, mas nos momentos finais, Button e Vettel estavam muito longe então não era hora de se arriscar – explicou.
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