Publicado em 01/06/2012 às 12h14, atualizado 02/06/2012 às 08h26

Velocidade alta provocou acidente que matou universitários

Por G1
Foto: Portal N3
Carro caiu em rio e quatro jovens morreram afogados

TEIXEIRA DE FREITAS - O resultado do laudo pericial do acidente que deixou cinco universitários mortos na BR-101, no extremo sul da Bahia, aponta que o excesso de velocidade do veículo em que os cinco universitários estavam provocou o acidente. O resultado foi divulgado na quarta-feira (30) pelo Departamento de Polícia Técnica de Teixeira de Freitas.

De acordo com o laudo, o motorista do veículo perdeu o controle da direção ao realizar uma manobra na curva onde o carro caiu. No momento da manobra, ainda segundo consta no laudo, o veículo estava acima da velocidade permitida no local.

O DPT informou que o jovem que estava no carona, Marlonn Amaral, 21 anos, foi lançado para fora do carro depois que o veículo bateu em uma árvore e o cinto de segurança dele foi rompido.

A causa da morte dele, segundo o laudo, foi anemia aguda. Os outros quatro jovens que viajavam no veículo morreram afogados no Rio Mucuri, onde o veículo foi encontrado, conforme aponta o laudo.

De acordo com o inspetor-chefe da Polícia Rodoviária Federal (PRF) da cidade de Texeira de Freitas, Liomário dos Santos Filho, a presença de defensa (conhecida como "guardrail") na curva poderia ter ajudado a evitar a morte dos cinco jovens universitários. "A defensa dá segurança maior para evitar que veículos caiam em despenhadeiros, que seja projetado para fora da pista. Se tivesse, é possível que eles tivessem capotado na pista e alguém teria visto. O veículo poderia ter ficado na pista, alguém avisaria. Não vi o laudo pericial, mas acredita-se que as mortes tenham sido por afogamento", diz.

a Superintendência Regional do DNIT na Bahia informou, através de um ofício, que a existência de uma "defensa metálica só poderia ter evitado a queda do veículo na ribanceira se o carro estivesse desenvolvendo baixa velocidade".

Ainda de acordo com a Superintendência, a norma DNER-ES-144/85, do Instituto de Pesquisas Rodoviárias (DNIT) determina a instalação de defensas através de um programa do Departamento chamado de Prodefensa, que estabelece a "instalação de defensas metálicas, prioritariamente nos locais com alto índice de acidentes e nos pontos críticos, inclusive cabeceiras de pontes.

 

 
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