Publicado em 09/03/2008 às 18h57, atualizado 10/03/2008 às 01h34

Passageiro executado em ônibus da Águia Branca

Por * Athylla Borborema

Pablo: Executado em ônibus
(Fotos: Cortesia do Teixeira News
ITAMARAJU - O jovem Pablo Santos Machado, 28 anos, morador de Itamaraju, foi assassinado enquanto dormia na poltrona de nº. 42 do ônibus da Águia Branca, do itinerário Itamaraju/São Mateus, que sai todos os dias da cidade, às 05h30min.

Pablo embarcou no ponto da Sicam, no bairro São Domingos, em Itamaraju, na companhia de dois amigos, em direção à Teixeira de Freitas, e enquanto os colegas sentaram num conjunto de poltronas na lateral, ele se sentou ao lado, onde permaneceu sozinho, tendo deitado as cadeiras e dormido no espaço das duas poltronas durante o percurso.

No bairro Várzea Alegre, ainda em Itamaraju, três elementos desconhecidos embarcaram no mesmo ônibus, sendo que dois deles sentaram em poltronas atrás da vítima, no entanto, do lado contrário, e um outro teria sentado numa cadeira da frente.

No ponto de ônibus às margens do Braço Sul do Rio Jucuruçu, os elementos deram sinal para que o ônibus parasse. No exato Km 839 da Rodovia BR-101, local pertencente ao território do município de Vereda, um dos indivíduos sacou da arma e disparou o primeiro tiro contra a testa da vítima, que dormia no momento do ataque e na seqüência disparou o segundo tiro certeiro contra a nunca do rapaz, que teve morte instantânea, sem chance de defesa.

Após o crime, os três elementos desceram tranquilamente do ônibus, atravessaram o asfalto, seguiram pela estrada de barro em direção a Limeira, no município de Prado. E andando sem pressa alguma, eles foram vistos pelos passageiros até serem cobertos pela montanha do outro lado do boqueirão.

Pablo Santos Machado, era muito conhecido em Itamaraju, onde morava e participava de jogos em times de futebol, tanto que fora campeão duas vezes pela seleção de Itamaraju no intermunicipal. No entanto, a sua atividade profissional era o jogo de azar: Ele era integrante de um grupo de 4 pessoas, em que ele era o “H” no conhecido jogo da tampinha.

O delegado que preside o inquérito, Marcus Vinicius, da 8ª Coordenadoria Regional da Polícia Civil, de Teixeira de Freitas, acredita que o crime ficou caracterizado como de mando e possa ter sido motivado em razão de atos contraídos por meio da jogatina.

 
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